Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Novos pensamentos

Ontem tive aula de Engenharia de Software no Mestrado. Deu pra ter umas idéias interessantes:

- Requisito implementado gera mais requisitos (Algo do tipo, desejo atendido faz com que a pessoa queira outras coisas)

- Hoje em dia, todas as empresas grandes e de médio porte já estão informatizadas. Apesar de ainda termos muitos sistemas novos aparecendo, surgiu uma imensa necessidade de _manutenção_ nos que ainda existem. Essa manutenção não é do tipo "corrigir problemas", mas sim do tipo "evoluir o sistema" para atender as novas necessidades da empresa. Sei não, mas acho que isso pode se tornar um mercado.

Que tal? Uma empresa que vende como serviço a "manutenção evolutiva" do seu sistema?
Acho que tem umas complicações... mas se puderem ser superadas... quem sabe?

6 comentários:

x-arnie disse...

Fala ae Ronie..,

vou te dar um exemplo prático que sei que acontece a algum tempo sobre o a "manutenção" de sistemas.

Programadores COBOL!!! Nesses últimos 10 anos eles vem ganhando cada vez mais para dar "manutenção" em sistemas de empresas grandes. Pois é mais caro comprar outro sistema do que contratar um programador COBOL para criar novos recursos no sistema, adaptando-o.

Ronie Uliana disse...

Verdade.

Será que num futuro de 10 ou 15 anos a gente pode ter o mesmo problema/nicho com Java/Perl/PHP?

Hmmmm... Isso me faz pensar em "migração". Como fazer, quanto custa e quem estaria disposto a pagar para migrar seu software de plataforma SEM botar tudo abaixo e reconstruir.

Migração incremental?

x-arnie disse...

Ta ai um termo interessante "Migração incremental", onde podemos migrar um sistema por funcionalidades usando ferramentas/linguagens/plataformas que consigam a um custo baixo uma boa integração com o sistema atual.

Quem sabe isso não seja objeto de estudo daqui muito pouco tempo ;) se já não é!

Philber disse...

Já tem empresas que vendem serviços de "manutenção" hoje em dia, e eles ganham maior nota!

O problema de obsolescencia de tecnologia ainda nem começou: imaginem as empresas que, hoje, tem seus mainframes em Cobol, seus serviços em C++ e Java e, daqui 10 anos, terem de adaptar tudo isso ao novo paradigma de programação orientado a bio-átomos, escrito em BioJ ?

E isso tudo pode acontecer, a alguns anos atrás os mainframes eram o maior avanço computacional da humanidade. Hoje são a maior dor-de-cabeça organizacional.

Philber disse...

vou parar de comentar. Eu sempre acabo com a discussão :D

Marlus Clayton de Oliveira Rocha Silva disse...

hmmmm até que ponto é interessante aprender/utilizar uma linguagem "morta" ?
Visando esse mercado será que seria interessante aprender COBOL e cia?